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O projeto

Grupo de Tradição Folclórica de Tarituba

A ciranda, conhecida dança de roda em diversos cantos do país, tem sua representação na cidade de Paraty, no Estado do Rio de Janeiro de uma forma própria. O projeto “Ciranda Caiçara de Paraty” consiste na gravação, de um CD com cirandas, e outras canções caiçaras como chibas, canoas e caranguejo-de-mão e poesia que expressam a vida dos nativos de Paraty de uma forma alegre e contagiante, ou seja, é quase impossível ouvir uma ciranda e não sentir a vontade de dançar e de sorrir.

“A ciranda em Paraty tem uma grande importância para a memória e a história dos paratienses. Suas letras narram cotidianos e uma visão de mundo que hoje não se vê mais. Ter a oportunidade de registrar estes cirandeiros que ainda mantém viva a alma deste universo é assegurar a sua existência para as gerações futuras. A importância maior deste projeto é poder valorizar o conhecimento destes coroas ainda em vida. É poder ver a alegria deles ao perceberem o valor que possuem. “
Antonia Moura, produtora do CD Ciranda Caiçara de Paraty
 

Ouvir e dançar uma ciranda ou uma chiba é sentir o cheiro de mar, o gosto de um peixe na brasa e imaginar uma lua cheia clareando as areias das praias de Paraty. É sentir o vento no barco e a vontade de com ele navegar. Como diz  o cirandeiro Dito: Beleza beleza!!!!

“Os mestres cirandeiros detentores desse importante saber estão partindo e  seus saberes com eles. Vimos no edital da Secretaria de Estado da Cultura do Rio de Janeiro, uma oportunidade para por meio do registro possibilitar  a continuidade e a valorização desse saber.”
Bernadete Passos,  coordenadora do Instituto Colibri.

O Instituto Colibri, juntamente com o grupos de ciranda: Os Caiçaras, Os Sete Unidos, Os Coroas Cirandeiros, Grupo de Tradições Folclóricas de Tarituba e o Mestre Cirandeiro Seu Amélio Vaz, em parceria com o Silo Cultural executaram o projeto de registro sonoro da ciranda de Paraty com o objetivo de divulgar a cultura caiçara.

“Antigamente essa Ciranda era entretenimento, pois tínhamos um cenário de isolamento e os bailes nas roças eram mais comuns. Não havia as danceterias como temos hoje. Com o tempo essa Ciranda foi sendo “folclorizada” e seu caráter mais sazonal, ligada às festas juninas. Com o Turismo, a Ciranda passou a ter um caráter de exibição ligada as tradições locais, como uma atração cultural da cidade.”
Pablo Almeida Piedade, produtor assistente do CD Ciranda Caiçara de Paraty.


Este projeto só foi possível com o patrocínio da Secretaria do Estado de Cultura do Rio de Janeiro, por meio da Seleção Pública de Projetos para o Registro da Tradição Oral – (Chamada Pública n.o 26/2010) e pelo envolvimento e participação de muitas pessoas que cada um de sua maneira contribuíram para realização do CD.

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