Letras

Letras CD

1 – Remando nesta Canoa – Os Coroas Cirandeiros

Maria minha Maria
Maria minha Maria
Maria meu violão
Remando nesta canoa
Maria meu violão
Maria já me conhece o peso da minha mão

Menina tu é bonita
Menina tu é bonita
Para mim é uma beleza
Remando nesta canoa
Para mim é uma beleza
O seu jeito de falar é um dom da natureza

A viola e o pandeiro
A viola e o pandeiro
São instrumento de guerra
Remando nesta canoa
São instrumento de guerra
Pandeiro veio por mar
Viola veio por terra

Menina do olho grande
Menina do olho grande
Não olhe pra mim chorando
Remando nesta canoa
Não olhe pra mim chorando
Por causa deste teu olho eu vou por aqui penando

Minha gente me desculpa
Minha gente me desculpa
Me queira desculpá
Remando neste canoa
Me queira desculpa
Na rima deste meu verso viola vai aparar

2 – Caboco Velho – Grupo de Danças Folclóricas de Tarituba – GDFT

Caboco veio
Onde é sua morada?
Ai, caboco, onde é sua morada?
Onde é tua morada?
Em cima daquela serra
Debaixo da pedra pintada

Caboco veio, debaixo da pedra
Ai, caboco, debaixo da pedra pintada
Quando chove tá enxuta
Quando faz sol, tá molhada

Encontrei Caboco véio no Ribeirão de Maria
Ai, caboco no Ribeirão de Maria
Quem é da terra não nasce
Quem é do céu não se cria
Caboco veio, quem é do céu não se cria
Na boca de quem não presta
Quem é bom não tem valia

Encontrei caboco veio
Sozinho na solidão
Ai, caboco, sozinho na solidão
Por causa de uma morena
Que levou seu coração
Caboco veio Sozinho na solidão
Por causa de uma morena
Que levou seu coração

Atira, atira, caboco,
atira que eu quero ver
Caboco veio atira que eu quero ver
se tu não me atirar eu atiro em você
Caboco veio atira que eu quero ver
se tu não me atirar eu atiro em você
Nas ondas do mar tem vento
Na costeira tem marola
Caboco veio, na costeira tem marola
Entrego meu peito a bala
Por causa desta viola
Caboco veio, na costeira tem marola
Agora meu peito abala
Por causa desta viola

No tempo em que eu cantava
O meu peito retinia
Caboco veio, meu peito retinia
Cantava na Ilha Grande
Que Tarituba se ouvia
Caboco veio, meu peito retinia
Cantava na Ilha Grande
Que Tarituba se ouvia

Encontrei Caboco véio no Ribeirão de Maria
Ai, caboco no Ribeirão de Maria
Quem é da terra não nasce
Quem é do céu não se cria
Caboco veio, quem é do céu não se cria
Na boca de quem não presta
Quem é bom não tem valia
3 – Arara – Os Caiçaras

Botei cravo na janela
Pra Mariquinha cheirar
Mariquinha não cheirou
Deixou meu cravo secar

Quero ver o Arara
Quero ver o Arara
Chapéu pra outro que o Arara vai ficar
Quero ver o Arara
Quero ver o Arara
Chapéu pra outro que o Arara vai ficar
Joguei o chapéu pra cima
Na direção lá do céu
Na cabeça que cair
É o dono do chapéu

Quero ver o Arara
Quero ver o Arara
Chapéu pra outro que o Arara vai ficar
Quero ver o Arara
Quero ver o Arara
Chapéu pra outro que o Arara vai ficar
Tira o chapé da cabeça
Fala comigo direito
Eu quero perguntar
O mau que tenho lhe feito

Quero ver o Arara
Quero ver o Arara
Chapéu pra outro que o Arara vai ficar
Quero ver o Arara
Quero ver o Arara
Chapéu pra outro que o Arara vai ficar
O chapéu é proteção
Pra cabeça da gente
Protege agente da chuva
E do sol quando tá quente

Quero ver o Arara
Quero ver o Arara
Chapéu pra outro que o Arara vai ficar
Quero ver o Arara
Quero ver o Arara
Chapéu pra outro que o Arara vai ficar
Na ponta da Cajaiba
Passei um xarel de galha
Pedi por 1500
Comprei um chapéu de palha

Quero ver o Arara
Quero ver o Arara
Chapéu pra outro que o Arara vai ficar
Quero ver o Arara
Quero ver o Arara
Chapéu pra outro que o Arara vai ficar

Joguei meu chapéu pra cima
Pra ver aonde caía
Caiu no colo da moça
Isso mesmo que eu queria

Quero ver o Arara
Quero ver o Arara
Chapéu pra outro que o Arara vai ficar
Quero ver o Arara
Quero ver o Arara
Chapéu pra outro que o Arara vai ficar

Tá chovendo chuva fina
Na capa do meu chapéu
O pedaço de mulher
Não leva homem pro céu

Quero ver o Arara
Quero ver o Arara
Chapéu pra outro que o Arara vai ficar
Quero ver o Arara
Quero ver o Arara
Chapéu pra outro que o Arara vai ficar
4 – Caranguejo – Sete Unidos

Eu fui aquele canário
que cantei no parreral
cantava e chupava uva para poder me consolá, olha só

Pé, Pé, Pé
Outra vez a mão a mão
Roda roda minha gente
Caranguejo no salão tá tão bão

Menina não vai lá fora
Que lá fora tá ventando
As folhas do patieiro
Estão todas se arrequebrando

Pé, Pé, Pé
Outra vez a mão a mão
Roda roda minha gente
Caranguejo no salão tá tão bão

No fundo do mar tem peixe
Lá no morro tem areia
Na cachoeira tem pedra
Onde canta uma sereia, olha só

Pé, Pé, Pé
Outra vez a mão a mão
Roda roda minha gente
Caranguejo no salão tá tão bão

Canoa minha canoa
Canoinha da Helena
Pra te levar eu não posso
Pra te deixa eu tenho pena

Aquele tempo que eu era
Hoje eu não sou mais ninguém
Já fui consolo dos tristes
Hoje sou triste também

Pé, Pé, Pé
Outra vez a mão a mão
Roda roda minha gente
Caranguejo no salão tá tão bão

Me chamaram de sanhaço
Sanhaço papa mamão
Se eu fosse um passarinho
Papava seu coração, olha só

Pé, Pé, Pé
Outra vez a mão a mão
Roda roda minha gente
Caranguejo no salão tá tão bão

Quem quiser saber meu nome
Vai lá em casa que eu dou
O meu nome tá escrito
Na porta do corredor, olha só

Pé, Pé, Pé
Outra vez a mão a mão
Roda roda minha gente
Caranguejo no salão tá tão bão

Eu tava na ponta do cais
Quando meu bem embarcou
Foi a prenda mais bonita
Que as ondas do mar levou

Pé, Pé, Pé
Outra vez a mão, a mão
Roda roda minha gente
Caranguejo no salão tá tão bão

A pulga com o percevejo
Fizeram combinação
Fizeram uma serenata
Embaixo do meu colchão, olha só

Pé, Pé, Pé
Outra vez a mão a mão
Roda roda minha gente
Caranguejo no salão tá tão bão

Eu vou dar a despedida
Lá por riba da avenida
A roda que nós não dança
Não pode fazer comprida, olha só

Pé, Pé, Pé
Outra vez a mão a mão
Roda roda minha gente
Caranguejo no salão tá tão bão

5 – Ciranda – Os Coroas Cirandeiros

Todo dia é o mesmo dia
Toda hora é a mesma hora
Todo dia
Toda hora é a mesma hora
Não…a meia noite
No meu já é nove hora
Minha ciranda, no meu já é nove hora

Balanceia na ciranda
Eu quero balanceá
Vamo dar a meia volta
Meia volta vamo dar
A volta e meia
Cavaleiro troca os par

Eu agora estou plantando
To acabando de plantar
To plantando
To acabando de plantar
Eu já fiz uma colheita
O …vou deixar
Minha ciranda…o eu vou deixar

Balanceia na ciranda
Eu quero balanceá
Vamo dar a meia volta
Meia volta vamo dar
A volta e meia
Continua o mesmo par

Menina não vai lá fora
Que lá fora está ventando
Não vai lá fora
Que está ventando
As folhas do patieiro tá toda se requebrando
Minha ciranda, tá toda se requebrando

Balanceia na ciranda
Eu quero balanceá
Vamo dar a meia volta
Meia volta vamo dar
A volta e meia
Cavaleiro troca os par

Eu vou parar da viola
Que um amigo me pediu
Minha viola
Que um amigo me pediu
Não quero que ele diga ingrato não me serviu
Minha ciranda, Ingrato não me serviu

Balanceia na ciranda
Eu quero balanceá
Vamo dar a meia volta
Meia volta vou dar
A volta e meia
Ciranda vai aparar!

6 – Flor do Mar – Os 7 Unidos

Canta Canta companheiro
Se não cantar, canto eu
Flor do mar, oi lá
Flor do mar, oi lá

Eu não posso tá parado
Foi ordem que Deus me deu
Flor do mar, oi lá
Flor do mar, oi lá

Você diz que planta e colhe
Eu plantei mas não colhi
Flor do mar, oi lá
Flor do mar, oi lá

Plantei a luz de teus olhos
Nada pude possuir
Flor do mar, oi lá
Flor do mar, oi lá

Aluguei um beija flor para
Pra escrever uma carta
Flor do mar, oi lá
Flor do mar, oi lá

Participando meu bem
Que a saudade que me mata
Flor do mar, oi lá
Flor do mar, oi lá

Vamo vamo meu amor
Vamo na praia brincar
Flor do mar, oi lá
Flor do mar, oi lá

Vamo ver a lancha nova
Que do céu caiu no mar
Flor do mar, oi lá
Flor do mar, oi lá

Tanta laranja madura
Tanto limão pelo chão
Flor do mar, oi lá
Flor do mar, oi lá

Tanto sangue derramado
Dentro do meu coração
Flor do mar, oi lá
Flor do mar, oi lá

Chora viola danada
No punho da minha mão
Flor do mar, oi lá
Flor do mar, oi lá

Não me deixe envergonhar
No meio deste salão
Flor do mar, oi lá
Flor do mar, oi lá

Passarinho beija flor
Cada a flor que eu te dei
Flor do mar, oi lá
Flor do mar, oi lá

Uma flor tão bonitinha
Que do meu jardim eu tirei
Flor do mar, oi lá
Flor do mar, oi lá

Vou fazer minha Canoa
Da Figueira Amarela
Flor do mar, oi lá
Flor do mar, oi lá

O meu sogro vai na proa
E meu cunhado vai na vela
Flor do mar, oi lá
Flor do mar, oi lá

7 – Maria Poe o Barco Na Agua – Os Caiçaras

Maria põe o barco na agua
Poe o barco na agua
Para navegar

Maria se barco vira
Tem um remador
Para nos salvar

Maria põe o barco na agua
Poe o barco na agua
Para navegar

Maria se barco vira
Tem um remador
Para nos salvar

Ai Maria, eu faço tudo pelo seu carinho
Naquele tempo que nós dois se amava
Agora vou viver sozinho

A lua quando nasce
Por detrás da montanha
Neste escuridão

Parece uma bola de prata
O coração da multada lá do meu sertão

A lua quando nasce
Por detrás da montanha
Neste escuridão

Parece uma bola de prata
O coração da multada lá do meu sertão

Vem cá mulata
Eu te darei suspiros
E o seu olhar
Será o meu martírio

Companheirada
É hora da partida
Deu meia noite
E galo já cantou
Eu vou cantar e dar a despedida
Eu vou me embora que o dia já clareou

Adeus querida eu vou me embora
Querida não chora, querida não chora
Adeus querida eu vou me embora
Querida não chora, querida não chora

Essa é a despedida,
Adeus, Adeus querida

Companheirada
É hora da partida
Deu meia noite
E galo já cantou
Eu vou cantar e dar a despedida
Eu vou me embora que o dia já clareou

Adeus querida eu vou me embora
Querida não chora, querida não chora
Adeus querida eu vou me embora
Querida não chora, querida não chora

Essa é a despedida,
Adeus, Adeus querida

Essa é a despedida,
Adeus, Adeus querida

8 – Xiba/Caterete – Grupo de Danças Folclóricas de Tarituba – GDFT

Essa é a nossa Tarituba
Adormecida despertou
E os jovens reunidos
Do passado recordou

Ai no passado que alegria
Fez Tarituba brilhar
Hoje nós e seus sobrinhos
Queremos te homenagear

Tarituba Tarituba
Pedacinho do Brasil
Veja como é bonito
Verde mar e céu de anil

Veja como é bonito
O barulho dos tamanquinhos
Os jovens de Tarituba
Relembrando o Mestre Chiquinho

De manhã logo cedinho
Assim que o galo cantou
Na praia de Tarituba
Sai alegre o pescador

Verde mata, areia clara
Céu azul, lindo luar
Veja nossa capelinha
Com seus fiéis a rezar

Domingo de tardezinha
Bem antes do pôr-do-sol
Os jovens de Tarituba
Jogam alegre o futebol

Veja como é bonito
O barulho dos tamanquinhos
Os jovens de Tarituba
Relembrando o Mestre Chiquinho

Quando é dia de semana
Depois do dia raiar
O lavrador sorridente
Ai, vai pra roça cultivar

Os jovens de Tarituba
Tiveram bom professor
Mostrem para essa gente
Sua fibra e seu valor

Pra voltar o cateretê
Bastou ter voa vontade
E encontrar um grande apoio
No grupo da universidade

Veja como é bonito
O barulho dos tamanquinhos
Os jovens de Tarituba
Relembrando Mestre Chiquinho

9 – Poesia – Mestre Amélio Vaz

Inicio: Folia de Reis:

Ô de casa nobre gente, nobre gente
Escutai quem vem chegando, quem vem chegando
É um rei do oriente, do oriente
E boa noite vem lhe dando, vem lhe dando

Poesia:
Amélio da Silva Vaz, seu amigo e seu criado
É meu nome por extenso, assim fui registrado
Sobrenome de minha mãe, meu pai não era casado
Por isso peço desculpas se estiver falando errado

Eu nasci em Paraty, municipio fluminense,
Pequena cidade histórica que a este Brasil pertence
Já fomos sacrificados, mas gente lutando vence

Eu nasci na Praia Grande, num sitio por nome Coqueiro
Onde tem um engenho velho no tempo dos cativeiro
Assim diz os atrasados, que tem um pote enterrado
Com três milhões de cruzeiros

No lugar onde morei, tem um lindo Tarumã
onde as aves se ajuntam e cantam pela manhã
é coisa de admirar o canto da sabiá
to ficando até seu fã

Também tem um velho coqueiro, aonde pousa o sanhaço
gosta de fazer gorjeio, a toda hora que eu passo
um gorjeio muito bonito, se arreúne o periquito
eu nem sei o que é que faço

Mas é lindo agente ver a dança do Tangará
o macho dança no meio, pula pra lá e pra cá
Rendeira toca o chocalho
Capitão manda parar

Lá deixei minha casinha, deixei minhas ferramentas
não gosto de me alembrar, a saudade me atormenta
não passo mais por lá
meu coração não agüenta

Ai eu pergunto às fontes
Porque corre sem cessar?
nós brotamos desse monte
Percorrendo o horizonte, para terra fecundar

Vejo o sol nascer tão longe, lá no infinito do mar
As ondas que lá se formam, devargarinho a rolar
na noite de lua cheia
retumbante sobre a areia, onde elas vão beijar

Não tenho mais alegria, e nem sou mais o que era
eu ando a espera do tempo, o tempo a mim não espera
vai se indo e vai passando, vai me deixando para trás
só me resta na lembrança o passado e nada mais

A saudade me sufoca, me tira a inspiração
Das coisas belas da vida, só tenho recordação
Por isso tenho marcado, aqui neste peito cansado
No fundo do coração

O amor é infinito, nasce no fundo do peito
Amar não é proibido,
todo mundo tem direito, de amar e ser amado
que amar não é pecado e também não é defeito

Me intitularam de mestre, mas mestre mesmo é Jesus
O filho da Virgem Maria, aquele que nasceu da Luz
Ele é o grande mestre
Mas tiraram suas vestes, e mataram ele na cruz

Final: Folia de Reis:

…São José e Virgem Maria
Caminhavam para Belém, pra Belém..ai
Na cidade de Nazaré, de Nazaré…ai
Perto de Jeruzalem, Jeruzalem….ai

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